Institucional

FESPSP coordena projeto para fortalecer a economia solidária em 17 estados

Educar e Cooperar prevê formar agentes, prestar assistência técnica e realizar oficinas para cerca de 400 empreendimentos até junho de 2027

Com investimento de R$ 4,72 milhões e atuação prevista em 17 estados, o projeto Educar e Cooperar entrou na fase de execução. Sob coordenação pedagógica da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, o Sebrae Nacional e a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), a iniciativa vai formar agentes, oferecer assistência técnica e apoio a centenas de empreendimentos da economia popular e solidária até junho de 2027.

O projeto, que integra o Programa de Formação Paul Singer, tem como objetivo fortalecer os empreendimentos por meio da formação de agentes, da assistência técnica e da criação de ferramentas que possam ser aplicadas nos diferentes territórios atendidos.

Para o diretor financeiro da FESPSP, Ricardo Pereira, a iniciativa não se limita à oferta de capacitações. O objetivo, acrescenta ele, é criar condições para que os empreendimentos ampliem sua capacidade de organização e construam redes de apoio que permaneçam após o encerramento das atividades.

“Nossa missão é fortalecer a economia popular e solidária por meio da formação de agentes, da criação de metodologias e da articulação entre os diferentes atores envolvidos. A ideia é potencializar iniciativas que já existem nos territórios e contribuir para que elas se tornem mais sustentáveis”, afirma Pereira. 

A atual etapa do projeto é resultado de um trabalho de preparação iniciado após a assinatura do convênio, no fim de dezembro de 2025. Enquanto a iniciativa era apresentada oficialmente, a equipe da FESPSP organizava os cursos, estruturava a metodologia de formação, selecionava profissionais e ajustava, com a Fundação Banco do Brasil, os detalhes da execução do Educar e Cooperar.

Os dois primeiros meses de 2026 foram dedicados à elaboração do plano de trabalho, ao alinhamento das atividades e à formação da equipe responsável pela execução da iniciativa. As ações começaram efetivamente em março e passaram a se materializar nos estados participantes.

 

Formação de agentes e atuação nos estados

Atualmente, a principal frente de trabalho é a elaboração dos cursos que serão oferecidos aos formadores e às equipes envolvidas na iniciativa. Também está em desenvolvimento uma plataforma virtual que vai centralizar as capacitações, as atividades síncronas e as inscrições dos participantes.

Ao todo, 30 formadores estão sendo preparados para atuar como agentes multiplicadores nos estados participantes. Os profissionais foram escolhidos em processos seletivos conduzidos pelas coordenações estaduais, entre candidatos com experiência em economia popular e solidária.

Paralelamente, oito analistas trabalham na produção de materiais técnicos, na elaboração dos conteúdos dos cursos e na assessoria metodológica do projeto.

Os 17 estados contemplados foram definidos pelo Sebrae Nacional com base na existência de redes já estruturadas de micro e pequenos empreendedores vinculados à economia popular e solidária. A estratégia é fortalecer iniciativas que já possuem articulação local e ampliar o alcance das ações de formação e assistência técnica.

 

Metas e continuidade

O plano é que sejam atendidos cerca de 150 técnicos e consultores, formar 30 agentes multiplicadores e 10 analistas de fomento, além de realizar oficinas de capacitação para aproximadamente 400 empreendimentos.

Também estão entre as metas do Educar e Cooperar o apoio à formalização de 95 empreendimentos e o desenvolvimento de, pelo menos, três metodologias de gestão que poderão ser aplicadas nos diferentes estados participantes.

De acordo com o diretor da FESPSP, um dos principais legados da iniciativa será a construção de uma política pública permanente de assistência técnica voltada aos empreendimentos da economia popular e solidária.

“Esperamos deixar uma estrutura que continue funcionando mesmo após o encerramento das atividades do projeto Educar e Cooperar. Mais do que executar ações pontuais, queremos fortalecer redes e criar uma cultura de atendimento que permaneça nos territórios”, explica Pereira.

Com execução prevista de 17 meses e conclusão estimada para junho de 2027, o projeto continuará sob coordenação pedagógica da FESPSP. A Fundação será responsável por articular a formação das equipes, desenvolver os conteúdos e acompanhar as atividades realizadas no país.

Para o executivo da Fundação, o projeto também aproxima o conhecimento produzido pela instituição das demandas concretas da sociedade. “Trata-se de uma oportunidade de pôr em prática aquilo que a FESPSP já realiza há décadas: produzir conhecimento, formar pessoas e contribuir para a construção de políticas públicas capazes de gerar impacto real na vida das pessoas.”


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