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Heather Hedden discute na FESPSP como taxonomias podem aprimorar sistemas de inteligência artificial

Evento em 19 de agosto com a taxonomista dos EUA abordará modelos de linguagem, organização do conhecimento e experiência do usuário na busca de informações

A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) recebe, nesta quarta-feira (19/8), às 19h, a taxonomista Heather Hedden para a palestra “Taxonomias e Inteligência Artificial na Busca de Informações”. Realizado no campus da instituição, na Vila Buarque, em parceria com o grupo IA Biblio BR, o encontro discutirá como a aplicação associada de taxonomias e inteligência artificial (IA) pode contribuir para organizar conhecimento, reduzir ambiguidades e aprimorar a busca por informações e a experiência do usuário em ambientes digitais.

Para a coordenadora de Biblioteconomia da FESPSP, professora Adriana Maria de Souza, a palestra trará pontos de vista interessantes sobre a aplicação das taxonomias e as possibilidades profissionais em meio à expansão da IA.

“Em relação aos ambientes digitais voltados diretamente às pessoas, a construção das taxonomias precisa considerar a experiência do usuário e os diferentes caminhos usados para encontrar um produto ou uma informação”, explica a coordenadora, referindo-se ao UX Design (User Experience Design).

Embora possa parecer restrita à biblioteconomia e à ciência da informação, a taxonomia está presente em diferentes processos de organização. Em termos simples, as taxonomias permitem agrupar elementos que têm características em comum de acordo com determinada lógica e com o objetivo para o qual aquela organização será utilizada.

A bibliotecária Fabiola Vizentim, do grupo IA Biblio BR, acrescenta que a palestra de Heather Hedden abordará como a evolução tecnológica tem ampliado tanto as possibilidades profissionais quanto as aplicações práticas da taxonomia.

“Ferramentas de IA podem auxiliar os processos de criação e atualização de taxonomias. No sentido inverso, a organização do conhecimento proporcionada pelas taxonomias pode contribuir para tornar mais consistentes as respostas produzidas por modelos de linguagem de grande escala [LLMs]”, explica a bibliotecária, citando como benefício a redução de alucinações e erros ao fornecer o contexto à IA.

A aproximação entre as áreas também abre novas possibilidades de atuação para profissionais da Ciência da Informação. Fabiola destaca aplicações relacionadas à gestão do conhecimento e à governança de dados. “A taxonomia aplicada à organização e contextualização dos dados é um caminho para fazermos a relação entre dado, informação e conhecimento. Nas empresas, essa relação aproxima o conhecimento de negócio aos dados que o representa”, afirma.

Hedden colocará justamente essa convergência em discussão. Consultora em taxonomias e gestão da informação, sediada nos Estados Unidos e com mais de 30 anos de atuação profissional, Hedden é autora de The Accidental Taxonomist (“A Taxinomista Acidental”, em tradução livre do inglês), obra considerada referência no campo da taxonomia e em áreas correlatas.

“O taxonomista precisa aprender como utilizar a inteligência artificial”, diz Heather, ao acrescentar que os profissionais devem enxergar a tecnologia como uma ferramenta, e não como uma ameaça aos empregos. “Acho que tem um futuro nisso”, acrescenta a especialista, durante uma entrevista disponível no perfil do YouTube da IA Biblio BR.

A passagem da especialista pelo Brasil representa uma oportunidade de aproximar estudantes, profissionais e pesquisadores de uma reflexão relevante que tem ganhado espaço com o avanço da inteligência artificial.

SERVIÇO

Palestra Taxonomias e Inteligência Artificial na Busca de Informações
Data: 19 de agosto de 2026
Local: Auditório da FESPSP
Endereço: Rua General Jardim, 522, Vila Buarque, São Paulo
Palestra em inglês, com participação gratuita.

 


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